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De acordo com o consultor da Associação de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Mário Bernardini, os principais responsáveis pela grande diferença são impostos altos e não recuperáveis; juros na produção e custo de mão de obra e de insumos.
“A soma destes custos e mais os insumos iniciais, que aqui são bem mais custosos, fazem com que o produto brasileiro perca completamente sua competitividade internacional”, afirmou Bernardini durante a reunião mensal do Conselho Superior de Economia (Cosag) da Fiesp, nesta segunda-feira (8).
Segundo ele, para reverter este quadro, é necessária a desoneração dos investimentos, garantindo financiamentos competitivos para a indústria e, assim, criar um ambiente favorável aos investimentos produtivos.
“Os incentivos tem de ser regra e não exceções consubstanciadas em programas especiais nem sempre eficientes, ainda que bem intencionados”, defendeu. “Sem isso, quaisquer esforços empresariais para melhorar a competitividade acabam compensando apenas pequena parte da desvantagem brasileira”, acrescentou o especialista.
Além disso, continuou, a falta de impostos adequados sobre a importação e de uma taxa de câmbio favorável às exportações, torna o consumo de produtos externos mais vantajoso. Para o consumidor, comprar produtos importados a preços baixos pode, inicialmente, parecer uma vantagem, mas na opinião de Bernardini, o problema surge a médio e longo prazo.
“O Brasil não pode ser mais considerado um país emergente, até está se desenvolvendo, mas é um submarino em profundidade de periscópio”, avaliou.
Durante o encontro, Bernardini criticou a ação do governo em relação aos incentivos ao setor produtivo, condenando principalmente a alta tributação sobre a folha de pagamentos, que em outros países chega a ser 80% mais barata. “O empregado trabalha 2.600 horas por ano somente para pagar impostos. O governo virou um fim em si mesmo; ele trabalha só para ele mesmo”.
Fonte: Fiesp
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